CINEMA NEGRO É CINEMA BRASILEIRO: DISPUTAS, CONFLITOS E PERCEPÇÕES
- 15/06/25 - domingo | 14:00 - 15:15
Apesar de avanços importantes nos últimos anos, o cinema brasileiro ainda reflete desigualdades estruturais profundas quando se trata da presença negra na realização audiovisual. A luta por maior presença — tanto diante quanto atrás das câmeras — tem impulsionado políticas afirmativas e ampliado a participação de profissionais negros na indústria. No entanto, esse crescimento ainda é marcado por contradições: quais discursos estão, de fato, em circulação quando falamos de filmes sobre pessoas negras? Quem tem contado essas histórias? Em um momento em que a presença de corpos negros nas telas aumenta, é necessário refletir sobre os caminhos e limites dessa representação. Esta conversa se propõe a discutir o lugar do cinema realizado por pessoas negras no Brasil contemporâneo, a partir dos desafios ainda colocados à construção de um cinema negro, que também é cinema brasileiro.
Mediação
>Kariny Martins
Kariny Martins is a curator, researcher, and screenwriter. She holds a Master’s degree in Film and Video Arts from the State University of Paraná and is currently pursuing a Ph.D. in Communication at Fluminense Federal University. Kariny serves on the curatorial committees of Olhar de Cinema – Curitiba International Film Festival and Griot – Contemporary Black Cinema Festival, and is part of the artistic team at FIANB – Brazil’s International Black Audiovisual Festival. Kariny regularly participates in festivals as a jury member, moderator, and speaker, collaborating with events such as DOCSP, the Gramado Film Festival, MIMB, FestCurtasBH, Cabíria, Rio2C, and others. She is the author of “Speculative Fiction in Black Brazilian Cinema – The Afrofuturist Aesthetic in Short Films” (A Quadro Edições, 2023) and was part of the inaugural Audience Design program at Berlinale/Rio Talents (2024).
Palestrantes
Rodrigo Antonio
Rodrigo Antonio é historiador e produtor audiovisual, mestre em Artes (UFPA). Produziu longas e curtas-metragens de ficção e documentário com carreira e reconhecimento internacional, web-séries e documentários educacionais. Atua como curador e avaliador de laboratórios, editais setoriais, espaços de mercado e festivais. Desenvolve estudos e consultorias de produção de impacto social. Foi idealizador e coordenador do Matapi - Mercado Audiovisual do Norte (2018-2021), Coordenador do Climate Story Lab Amazônia (2021), Diretor Geral do Festival Internacional do Audiovisual Negro do Brasil – FIANB (2020 – 2022), Presidente executivo da Associação de Profissionais do Audiovisual Negro – APAN (2021-2023) e Diretor de Formação e Inovação Audiovisual da Secretaria de Audiovisual do Ministério da Cultura do Brasil (2023 - 2025). Atualmente é Diretor de Formação do Instituto Taturana e dedica-se à produção do seu primeiro longa-metragem como diretor.
Tatiana Carvalho Costa
Professora, curadora e realizadora em Cinema e Audiovisual, doutoranda no PPGCom/UFMG. Presidente da APAN e integrante do FICINE. Membro do Conselho Superior de Cinema e docente no Centro Universitário UNA (BH/MG), onde também colabora com o grupo de pesquisa CORAGEM. Desde 2019, integra a curadoria da Mostra de Cinema de Tiradentes e, em 2025, atuou na coordenação executiva do Fórum de Tiradentes. É Diretora Artística do FIANb desde 2020, foi jurada no FESPACO 2023 e 2025. Como realizadora, dirigiu ""Minha África Imaginária"" (2024). É co-autora dos livros Olhares Contemporâneos (2011), Mulheres Comunicam: Mediações, Sociedade e Feminismos (Ed. Letramento, 2016), Cinema Brasileiro em resposta ao país (ed. Universo Produção, 2022), Un-Mapping the Global South (Ed. Routledge, 2024), entre outros.