Sinopse
Rasurar, acelerar, desacelerar, produzir ruídos por cima de imagens de arquivo são técnicas, mas também recursos figurativos, aos quais Kamal Aljafari é familiar em seu cinema. Mas aqui ele transforma esses gestos numa narrativa sobre como os arquivos, mais do que falar do passado, exigem responsabilidades com o futuro. Usando uma sofisticada trama de idas e vindas de imagens, majoritariamente, produzidas pelo olhar do colonizador, o filme reconduz à questão palestina a algo nuclear para o empreendimento sionista: o apagamento, material e simbólico, da existência de toda uma população em seu território. (C.A.)
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Direção
Kamal Aljafari
Kamal Aljafari, cineasta palestino radicado na Alemanha, tem constituído uma das mais obras mais instigantes de nosso tempo. Investigando as dimensões éticas e estéticas da imagem a partir de sua experiência pessoal e da realidade política da Palestina, seus filmes revelam apagamentos históricos e ressignificam ruínas como vestígios de uma memória coletiva. Em 2024, o cineasta foi objeto de Retrospectiva no IndieLisboa em Portugal e em 2021, foi homenageado na Mostra Foco do 10º Olhar de Cinema.