Sinopse
Juntamente com outros cineastas brasileiros naquele período (como Murilo Salles ou Ruy Guerra), Geraldo Sarno vai à Moçambique do período pós-independência da colonização portuguesa para registrar com sua câmera um processo histórico que, em tempos de ditadura militar no Brasil, ao mesmo tempo os inspira e fascina. Neste curta realizado no país africano, e recentemente restaurado, Sarno utiliza seu método documental frontal e generoso para tentar capturar as aspirações e vivências de uma população sofrida, que redescobre a esperança através da luta. (E.V.)
Este filme será exibido junto ao longa-metragem A Grande Cidade.
Direção
Geraldo Sarno
Originário do interior baiano e formado em Direito, Sarno (1938-2022) passa a se dedicar ao cinema depois de estudos em Cuba no começo dos anos 1960. Se dividiu entre realizações no documentário e na ficção, em que sempre investigou as profundidades do ser brasileiro, algo a que se dedicou também na escrita e edição de livros. Produtivo até seus últimos anos de vida, lançou em 2020 o marcante “Sertânia”, filme exibido pelo Olhar que viria a ser seu último trabalho. Em 2022, por ocasião de seu falecimento, o Olhar exibiu seu clássico “Viramundo”.